terça-feira, 16 de dezembro de 2008
MERCADO DE AÇÕES
Mario Laertes Gusso, Consultor de mercado financeiro
Quem um dia falou que o mercado de ações não é para principiantes e sim para profissionais deve, nos dias de hoje, estar repensando tal afirmação.
Pra começar pensemos no seguinte: Existiriam profissionais se não existissem os principiantes, os novos empreendedores, os arrojados enfim os que acreditam no futuro?
Há pouco tempo atrás quando ligávamos o televisor, líamos os jornais, assistíamos a debates e palestras, batíamos de frente com figuras folclóricas, consideradas experts, com grande vivência nos assuntos. Em geral professores e mestres em assuntos com longos anos de carreira, experiência e . . . de idade.
Hoje é diferente. Mais e mais os jovens tomam frente, principalmente nas áreas de economia, administração, finanças e tecnológicas.
É fantástico ver e ouvi-los falar. Fazem-nos acreditar num mundo melhor. Não raros são os alunos que superaram os mestres e assim cada vez mais será.
Ontem ouvíamos ex-ministros darem suas opiniões e poucos eram os jovens que contestavam tais afirmações. Talvez por isso, por acreditarem nos deuses da sabedoria, que nosso país se encontra na situação que está. Longe de querer entrar nesse mérito. Mas com clareza vemos que os jovens também são capazes de expressar suas opiniões com lucidez e conhecimento de causa.
O mundo é de todos, dos mais aos menos experientes. Com a evolução tecnológica, se ficarmos parados a "carroça" passa por cima. Vai vencer quem melhor se preparar, quem estiver mais informado e souber o que o outro não sabe. Um come o outro, não existe respeito ao mais velho e vice-versa.
O mercado de ações está na cabeça de todos. É moda e não se trata apenas de um jogo como muitos costumam afirmar.
Temos que aprender a cada dia para não errarmos ou para quando errarmos que seja o menos possível.
Para que acertemos mais e erremos menos é que existem ferramentas a serem utilizadas em cada momento. Momento de comprar, de vender, de proteger e assim por diante.
É um trabalho emocionante e que, se o principiante ou profissional dedicarem estudo, atenção, tiverem arrojo, fizerem análises gráficas e de fundamentos adequadamente, obterão um resultado bastante satisfatório e de realização pessoal, podendo atingir percentuais de ganhos muito superiores às aplicações tradicionais de poupança e similares.
Enfim, o mercado de ações está aberto a todos sem limite de idade, é moda, é emocionante, é para corajosos, vibrantes e com visão futurista.
E que nunca nos esqueçamos: nenhum mestre nasceu sabendo tudo, ninguém sabe tudo, sempre temos algo a aprender, ninguém é profissional sem ter sido antes um principiante. O momento é agora, não foi ontem e não será amanhã.
Mas . . . que não se iludam os “aventureiros navegantes”, também nesse segmento: lucro fácil, retorno rápido, sorte e isenção de risco não são regras. Tudo pode acontecer. Tudo é possível, por isso a necessidade de preparo especial para o desafio.
Apresentador de TV é absolvido de crime de racismo
BRASÍLIA - O apresentador do programa SBT Verdade, João Rodrigues, foi absolvido na manhã desta terça-feira pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), depois de ter sido condenado a dois anos e quatro meses de prisão em regime aberto por ter ofendido, em 1999, a etnia indígena. Para o STJ, no entanto, não houve crime de racismo, mas exacerbação do pensamento a respeito da demarcação de terras em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Segundo consta na peça de acusação, o apresentador teria ofendido a honra e incitado a discriminação contra grupos indígenas. Nos programas apresentados houve expressões do seguinte gênero: “os índios tomaram conta do aeroporto, os aviões não podem pousar porque, quando pousam, a flecha come”, ou “A indiada meio que dificulta o processo lá, né, trabalhar muito pouco, não são chegados ao serviço. (...) O índio tem terra, mas não planta, é mais fácil roubar, tomar de alguém que plantou e se dizer dono, depois que colhe abandona a fazenda e vão invadir outra.”
A decisão do STJ assinalou que não houve incitação ao racismo, já que não ficou evidente uma Vontade livre e consciente do apresentador de praticar ou induzir o preconceito ou discriminação racial. Os ministros entenderam que os comentários do apresentador revelaram apenas o seu posicionamento, a favor dos colonos.
Para o ministro Jorge Mussi, “para que o direito penal atue eficazmente na coibição às mais diversas formas de preconceito, é importante que os operadores do direito não se deixem influenciar pelo discurso politicamente correto que a questão racial envolve, tampouco pelo legítimo clamor da igualdade. Para ele, é de suma importância que o julgador trate do tema despido de qualquer pré-concepção ou de estigmas, de forma a não banalizar a violação de fundamento tão caro à humanidade, que é da dignidade da pessoa humana”.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
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da Agência Brasil
As conseqüências do aborto ilegal são a principal causa de morte materna em cidades pernambucanas como Petrolina. Em Recife, capital do Estado, elas aparecem em quarto lugar. É o que aponta o estudo Dossiê sobre a Realidade do Aborto Inseguro em Pernambuco: o Impacto da Ilegalidade do Abortamento na Saúde das Mulheres e nos Serviços de Saúde de Recife e Petrolina, divulgado nesta quarta-feira pelo CFemea (Centro Feminista de Estudos e Assessoria).
Números da Gerência de Saúde da Mulher, da Prefeitura de Recife, revelam que, em 2007, foram realizadas 1.835 internações para procedimentos obstétricos relacionados ao aborto em maternidades municipais. No mesmo período, foram internadas 2.442 mulheres para procedimentos de aborto em Recife.
Entre os anos de 2003 a 2007, aproximadamente 85% das internações obstétricas ocorridas em Pernambuco foram para assistência ao parto, das quais 19,7% foram cesáreas. O abortamento foi a causa de 9,7% das internações.
Dados da pesquisa apontam que o número de internações de mulheres de outros municípios provoca superlotação dos leitos nos hospitais em Recife e em Petrolina. Na maternidade Barros Lima, na capital pernambucana, 47% dos procedimentos são voltados para o atendimento de mulheres que moram em cidades vizinhas. Na maternidade Dom Malam, em Petrolina, são atendidas pacientes de 57 cidades não apenas de Pernambuco, mas também do Piauí, do Ceará e da Bahia.
O estudo cita pesquisa realizada pelo Instituto de Medicina Social do Rio de Janeiro, que registrou, em Pernambuco, uma taxa de abortos induzidos que varia de 30% a 70%, envolvendo mulheres de 15 anos a 44 anos.
A ilegalidade do aborto, segundo o CFemea, leva à subnotificação e ao sub-registro de informações relacionadas ao aborto no SUS (Sistema Único de Saúde) e contribui para o aumento dos riscos à saúde a à vida das mulheres que vivem em Pernambuco. A pesquisa aponta ainda que o tratamento das complicações do aborto inseguro tem impacto financeiro direto no SUS.
De acordo com o CFemea, a legislação brasileira permite a realização de aborto nos serviços de saúde quando a vida da mulher está em risco ou quando a gravidez é resultado de estupro. Mas dados do levantamento indicam que, muitas vezes, tais serviços não estão disponíveis, nem mesmo para os casos previstos em lei.
O estudo revela também que os grupos de mulheres são afetados de forma desigual em todo o país. Na década de 90, segundo o CFemea, a região Nordeste concentrava altas taxas de mortalidade materna por aborto inseguro. As disparidades sociais e econômicas, de acordo com o estudo, afetam o acesso aos serviços de atenção à saúde nos diferentes grupos étnicos e raciais brasileiros.
Dentre as recomendações feitas pelo CFemea à gestão do SUS estão equipar "urgentemente" com tecnologias e equipamentos de ultra-sonografia os serviços de saúde, elaborar e disseminar campanhas de difusão da prevenção e do tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes e também campanhas de informação sobre a contracepção de emergência.
Para a entidade, além disso, é preciso facilitar a compra de medicamentos de contracepção de emergência, para garantir a obtenção deles principalmente às maternidades e hospitais de pequeno porte e do interior.
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Colaboração para a Folha Online
A menina Marcela de Jesus, de 1 ano e 8 meses, morreu na noite de sexta-feira (1º), em Franca (398 km de São Paulo). A criança, que nasceu sem o cérebro e surpreendeu os médicos pelo tempo de vida, sofreu uma parada cardíaca por volta das 22h.
De acordo com a pediatra de Marcela, Márcia Beani Barcellos, a menina estava bem na manhã de ontem, até a mãe perceber um problema respiratório após alimentar a criança, por meio de uma sonda. Encaminhada à Santa Casa de Patrocínio Paulista (411 km de São Paulo), os médicos detectaram que a criança tinha aspirado o leite, comprometendo o funcionamento de um dos pulmões.
No início da tarde, Marcela foi transferida à Santa Casa de Franca, onde foi encaminhada para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para que pudesse respirar com a ajuda de aparelhos. Ela, porém, não resistiu e morreu ao lado dos pais e da pediatra que a acompanhava.
O enterro da menina ocorreu por volta das 17h deste sábado, em Patrocínio Paulista.
Para Humberto Leal Vieira, presidente da ONG Pró-Vida e Pró-Família, o tempo que Marcela viveu foi suficiente para provar que a "criança anencéfala, realmente, não está morta no ventre da mãe". Mesmo lamentando a morte de Marcela, Vieira salienta que os quase dois anos de vida da menina "foram suficientes para que recebesse o carinho dos pais".
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
Em meio à expectativa sobre o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) do processo que permite às mulheres interromper a gravidez de fetos anencéfalos (sem cérebros), a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) se manifestou nesta quinta-feira contrária ao aborto de fetos com má-formação. O secretário-geral da entidade, dom Dimas Lara Barbosa, disse que a Igreja Católica se posiciona de forma "radical" contra o aborto de fetos anencéfalos na defesa da vida humana.
"Para nós, independentemente do estado de saúde, a vida humana sempre deve ser preservada. A Igreja se mostra radical. A defesa da vida humana tem que ser garantida apesar do que possa se desenvolver depois. Quem vai definir o limite com que uma pessoa pode ou não nascer?", questionou o bispo.
O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, disse que o objetivo da Igreja Católica não é "impor à sociedade pluralista" seus dogmas, mas lutar constantemente pela defesa da vida. "Isso é inegociável. Mesmo curta, a vida humana deve ser preservada", afirmou.
Dom Dimas disse que, se o STF autorizar o aborto de fetos anencéfalos, vai abrir brechas para que a prática seja legalizada no país. "Estamos diante de uma porta que, se for aberta, ninguém garante o que vem pela frente. Só Deus é autor da vida, só a ele cabe determinar o seu início e fim."
O bispo argumenta que existem "níveis" distintos de má-formação fetal, o que permite a um recém-nascido anencéfalo sobreviver por alguns anos --o que não justificaria a interrupção da gravidez. Dom Dimas defende que o governo federal amplie sua política de saúde pública, especialmente de assistência às mulheres gestantes, para reduzir o índice de má formação fetal no país.
Sobrevivente
Em nota oficial divulgada pelo Conselho Episcopal da CNBB, os bispos citam o exemplo da menina Marcela de Jesus Ferreira, morta em agosto deste ano depois de viver por um ano e oito meses --mesmo com o diagnóstico de anencefalia. "Marcela é um exemplo claro de que uma criança, mesmo com tal malformação, é um ser humano e, como tal, merecedor de atenção e respeito", diz a nota.
A entidade dos bispos afirma, ainda, que a Constituição brasileira prevê o "direito a vida" a todos os cidadãos, sem a discriminação dos anencéfalos. Dom Dimas lembrou que, no passado, mulheres e judeus acabaram exterminados antes do nascimento em conseqüência de visões "preconceituosas" das sociedades da época --comportamento que se repete, na opinião do bispo, quando se impede o nascimento de crianças com má formação.
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LORENNA RODRIGUESda Folha Online, em Brasília
O ministro Marco Aurélio Mello disse nesta terça-feira que o julgamento sobre a antecipação do parto de fetos anencéfalos será feito "com base na Constituição". Mello é relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal) e comandou hoje a primeira de duas audiências públicas para discutir o tema. Nova audiência será feita na quinta-feira (28).
"O que nós vamos fazer é ouvir a sociedade e julgar a partir dos fatos. O Supremo está atento às diversas óticas, mas decidirá acima de tudo sob o ângulo constitucional", afirmou o ministro, após o encerramento da audiência.
Para o ministro, o julgamento da ação que pede a descriminalização do aborto em caso de anencefalia deverá ocorrer até novembro. Mello, porém, já sinalizou ser a favor da interrupção da gravidez nesses casos. Em 2004, ele concedeu liminar suspendendo os efeitos de artigos do Código Penal que caracterizam como crise o aborto em caso de anencefalia.
"Eu sinalizei muito convicto que pode-se imaginar que a interrupção da gravidez [em caso de anencefalia] é terapêutica, considerando o bem-estar da mulher", disse.
Opiniões
Na audiência, representantes de diversas entidades travaram um debate centrado principalmente em argumentos religiosos e científicos. Para o médico Rodolfo Nunes, representante da Sociedade Pró-Vida, o fato de as crianças com anencefalia conseguirem respirar e interagir com os pais indica que há vida e, portanto, o aborto seria um crime.
"A criança que está respirando certamente não está em morte encefálica", afirmou.Já o advogado Luís Roberto Barroso, que representa a CNTS (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde), autora da ação, diz que a continuidade da gravidez após o diagnóstico de anencefalia pode trazer riscos à mãe.
"Qualquer sofrimento inútil e inevitável viola o princípio da dignidade da pessoa humana", concluiu.
Guns N`Roses
O que ocorre é que, para ter direito ao refrigerante, era necessário acessar o site da empresa e pegar uma senha, mas este site teve problemas de congestionamento durante todo o dia em que estiveram disponíveis as tais senhas.
E mesmo com a empresa Dr. Pepper prorrogando o prazo e disponibilizando uma linha telefônica para novos cadastros, o advogado alega que a promoção “foi um desastre completo, que fraudou consumidores e, aos olhos de muitos fãs, arruinou o dia de lançamento do disco ‘Chinese Democracy’”, sem contar que, sob seu ponto de vista, a companhia de refrigerantes está se valendo indevidamente do nome GUNS N' ROSES para se promover.
Gutman ainda pediu para a empresa “o pagamento apropriado para nossos clientes pelo uso não autorizado e pelo abuso dos direitos de propriedade intelectual”.
O advogado quer que a empresa, para se retratar, publique anúncios de página inteira em jornais como “The New York Times” e “Wall Street Journal”, pedindo desculpas pelos transtornos causados.
Leia em nota do Blabbermouth, uma cópia da carta enviada pelos representantes do GUNS N´ROSES ao fabricante de refrigerantes Dr. Pepper.
Traduzido de: Billboard
